A “descoberta” do vidro pelos fenícios (3000 a.C.)

A História do Vidro
Uma vez mais, como freqüentemente acontece com as grandes invenções, quando falamos do vidro, estamos falando de oportunidade e acaso, pelo menos conforme diz a antiga lenda contada por Plínio, o Ancião.

A lenda diz que um grupo de comerciantes, que voltava do Egito carregando grandes blocos de salitre, parou para descansar às margens do rio Belo. Decidiram, então, preparar seu jantar, mas vendo que não havia nenhuma pedra sobre as quais poderiam colocar seus utensílios de cozinha optaram por usar alguns dos blocos que estavam transportando.

O fogo que foi aceso debaixo dos blocos de salitre continuou queimando durante toda a noite. Pela manhã, os comerciantes ficaram surpresos ao descobrir que, em lugar da areia do rio e cinzas, havia outro material. Algo brilhante e transparente, e desse modo nasceu o vidro.

Embora seja apenas uma lenda, essa estória contém alguma verdade histórica e científica. O vidro é formado a partir de uma mistura de sílica (um mineral encontrado em areia de águas límpidas), calcário (carbonato de cálcio) e barrilha (uma substância alcalina que ajuda na fusão).

Também é verdade que os anciões conheciam a barrilha, que era obtida nas cinzas de algas e das plantas aquáticas. A areia do rio Belo era bem apropriada. Ela foi muito procurada mais tarde para a produção do vidro.

Além disso, provavelmente foram os comerciantes e marinheiros Fenícios que, graças a seu comércio, difundiram os utensílios de vidro e as técnicas para a sua produção ao longo de suas cidades-estado no Mar Mediterrâneo.